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27
Set25

Mosteiro de Montederramo, a origem da designação Ribeira Sacra

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RIBEIRA SACRA | GALIZA

Mosteiro de Santa Maria de Montederramo

A origem da designação Ribeira Sacra

(Visita em 2012)

01.- MG20C1F1_19213

O Mosteiro de Santa Maria de Montederramo é um mosteiro medieval possivelmente fundado no século X e que chegou a se tornar um dos mosteiros de maior poder econômico e social durante muitos anos na Galiza.

O primitivo mosteiro não se localizava na atual Montederramo, mas sim, perto do Leboreiro, na localidade de Seoane Vello, com o nome de San Juan, e pertencia à ordem beneditina.

Quanto à sua origem beneditina de observância primitiva, e com o título de San  Juan, a maior parte dos historiadores que escreveram sobre Montederramo atribuem o início da sua história ao documento fundador que data de 21 de agosto de 1124 e foi concedido em Allariz por Dona Teresa de Leão, mãe do futuro primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Neste documento, Dona Teresa concedeu ao chamado abade Arnaldo e aos monges beneditinos que com ele estavam, um local denominado Rivoira Sacrata (ou Roboira Sacrata) para fundar um mosteiro, indicando no referido documento o privilégio pelo qual os monges poderiam ir para outro lugar se considerassem mais confortável.

02.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 084

A casa monástica embora date do século XII, foi, contudo, renovada e ampliada nos finais do século XVI e princípios do século XVII.

Para uma mais detalhada história deste Mosteiro e respetiva Igreja, aconselhamos a leitura da Wikipédia, entrada Mosteiro de Santa Maria de Montederramo

E atente-se na referência que se faz ao rei português D. Dinis quando ditava «ordem em favor do mosteiro em 1284, em relação à devolução de colheitas em Portugal levadas e pertencentes ao mosteiro», uma nítida alusão às posses que tinha no reino vizinho.

***

2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 076

Para ficarmos com uma ideia mais clara e precisa da Igreja e Mosteiro de Santa Maria de Montederramo, aconselhamos a visualização destes três vídeos:

EL ORIGEN DE A RIBEIRA SACRA (MONTEDERRAMO)
MONASTERIO DE SANTA MARIA DE MONTEDERRAMO e SANTA MARÍA DE MONTEDERRAMO,

estes dois últimos da Junta da Galiza.

A IGREJA

Datada de 1607, os planos da nova e atual igreja foram confiados a Juan de Tolosa, professor jesuíta, no final de 1597 ou início de 1598. A obra foi dirigida por Pedro de la Sierra. O resultado final é um belo templo de planta basílica em cruz latina, com três naves, no estilo austero e herreriano. A fachada é uma das grandes da arquitetura renascentista galega, muito sóbria, aliás como o resto da obra.

03.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 006

No nicho

04.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 007

pode-se ver a imagem em pedra da Virgem, atribuída a Alonso Martínez.

05.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 009

(Pormenor)

No lado norte possui quatro contrafortes e dois mais na cabeceira lisa.

06.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 077

Ao entrar, no interior, situa-se o coro alto,

06a.- Captura de ecrã 2025-09-27 142955

(Fonte: - SANTA MARÍA DE MONTEDERRAMO)

na entrada das naves.

O coro alto conserva apenas no seu lugar 21 tábuas. É uma obra exemplar.

07.- Captura de ecrã 2025-09-27 144009

(Fonte: - SANTA MARÍA DE MONTEDERRAMO)

O resto das tábuas encontram-se no Museu Arqueológico Provincial de Ourense e em coleções privadas.

08.- Captura de ecrã 2025-09-27 143608

(Fonte: - SANTA MARÍA DE MONTEDERRAMO)

(Uma outra perspetiva)

Nas tábuas dos sitiais representam-se cenas bíblicas e da história cisterciense. Foi finalizado por Ferro Couselo, em 1608, e é obra de Alonso Martínez, português de nascimento e auriense por ter desenvolvido grande parte da sua vida profissional na província de Ourense.

A construção do cruzeiro,

09.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 079

(Cruzeiro exterior)

foi encomendada a Simão de Monastério

09A.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 071

(Cruzeiro interior)

10.- Captura de ecrã 2025-09-27 144452

(Fonte: - SANTA MARÍA DE MONTEDERRAMO)

(Pormenor)

e foi executado por Pedro de la Sierra.

Bem assim a respetiva cabeceira, executadas entre 1620 e 1631.

O cruzeiro cobre-se com uma simples cúpula com lanterna apoiada sobre penachos lisos.

Cinco capelas laterais, com uma cobertura de abóbadas de meio canhão e arco de volta perfeito saem do cruzeiro.

11.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 066

(Duas das cinco capelas)

12.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 067

(Capela de São Bento?)

13.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 068

(Imagem do São Bento?)

A capela-mor compõe-se de dois trechos de grande profundeza.

14.- Captura de ecrã 2025-09-27 142930

(Fonte: - SANTA MARÍA DE MONTEDERRAMO)

É decorada com pilastras estriadas. A abóbada de meio canhão é decorada com artesãos e janelas com lunetas.

Mas o que nesta capela-mor se distingue mais é o seu retábulo.

15.- Captura de ecrã 2025-09-27 185606

(Fonte: - SANTA MARÍA DE MONTEDERRAMO)

Trata-se de um dos primeiros retábulos barrocos da Galiza.

Foio restaurado nos últimos tempos, depois de ter sido desmontado em 1953. É obra do escultor galego Mateo del Prado que esculpiu em madeira as cenas em alto-relevo, dedicadas ao Novo Testamento, integrando-as no conjunto estrutural realizado pelos escultores e entalhadores compostelenses Bernardo Cabrera e seu filho Juan.

Compõe-se de nove painéis que representam cenas da vida de Cristo nas ruas centrais, no segundo corpo a aparição da Virgem. Representam-se a Adoração dos pastores, a Adoração dos Reis Magos, Natividade ou a Piedade ou Assunção de Maria.

Vejamos os nove painéis, da esquerda para a direita e de baixo para alto.

16.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 039

(Painel I)

17.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 040

(Painel II)

18.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 044

(Painel III)

19.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 042

(Painel IV)

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(Painel V)

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(Painel VI)

22.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 046

(Painel VII)

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(Painel VIII)

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(Painel IX)

O fecho tem este remate, onde se podem ver os escudos provavelmente da direita, de Leão e Castela e da esquerda, da Ordem.

25.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 048

A imponência desta igreja, a harmonia dos seus claustros, o gosto barroco do cadeiral e o imponente retábulo que preside ao altar-mor fazem dela uma visita obrigatória no percurso dos mosteiros da Ribeira Sacra.

O CONVENTO

Destacamos apenas os seus dois claustros, a saber:

Claustro regular ou processional

26.- Captura de ecrã 2025-09-27 142349

O claustro regular ou processional terminou-se no século XVI. Combina elementos do gótico tardio do primeiro corpo com um segundo corpo com elementos renascentistas. Atualmente no primeiro corpo situa-se um colégio público de educação primária.

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O piso térreo cobre-se com abóbada em cruzaria com chaves decoradas. Cada um dos lados é composto por uma arcaria formada por vinte arcos de volta perfeita com tímpanos calados montados sobre um sistema de seis lóbulos. Na sua parte central apoiavam-se sobre mainéis hoje desaparecidos. Os arcos separam-se com contrafortes de perpianho rematados por uma moldura em cornija, e sobre ela pináculos. Esta arcaria possivelmente seja obra de princípios do século XVI.

28.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 032

O corpo superior foi realizado a posteriori. Consiste numa arcaria simples de arcos de volta perfeita sobre jambas apoiadas nos contrafortes do corpo inferior. Remata-se com uma cornija. Este corpo superior considera-se obra de Juan de la Sierra, pai ou Juan o velho (pai de Pedro e Juan de la Sierra), e baseando-nos nas inscrições que se conservam nos diferentes lados do claustro realizou-o nos anos 1578, 1581, 1583 e 1585.

No muro leste deste claustro abre-se uma porta de entrada para uma estância a que se considera Sala capitular. Ilumina-se com duas janelas e cobre-se com abóbada encaixotada de meio canhão rebaixado.

No corpo superior das jambas saem oito arcos de descarga que no lado oposto apoiam-se em repisas. Uma cornija suporta o telhado de madeira.

No seu lado sul destaca-se uma porta cuidadosamente decorada que serviria de acesso para os diferentes quartos do mosteiro, hoje arruinados. Neste muro apreciam-se abundantes peças românicas da antiga fábrica reutilizadas na construção. No corredor leste situa-se a porta que comunica com a igreja.

Um passadiço comunica os dois claustros, conectando o lado oeste do claustro processional com o claustro da hospedaria. Trata-se de uma obra de certo mérito construtivo, coberta com abóbadas de cruzaria de ogivas. No seu lado sul arranca uma escada que comunica com os deambulatórios altos de ambos os claustros.

Claustro baixo ou da hospedaria

29.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 017

O claustro baixo ou da hospedaria, contemporâneo à igreja, é de marcado estilo renascentista tardio, e é atribuído a Juan de la Sierra, pai, que terminou a obra em 1575 (data encontrada numa gravura do claustro encontrada em 1972) ou 1578, ano tradicionalmente considerado como o de remate. O corpo baixo compõe-se por uma arcaria de quatro vãos de meio ponto enfeitados com molduras lineais sobre colunas cilíndricas lisas.

30'.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 029

É rematado com uma imposta com leve cornija. O telhado é de madeira. O piso alto é uma galeria de fustes troncocónicos sobre enxutas e as chaves dos arcos baixos. Os fustes terminam em sapatas decoradas e sobre elas um arquitrave encaixotado base de uma longa cornija. O conjunto destaca-se pela sua cuidada decoração: medalhões, bustos em alto-relevo,

31.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 021

(Busto I)

32.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 022

(Busto II)

33.- 2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 023

(Busto III)

escudetes e cartelas de grande variedade e imaginação, decoração floral e geométrica. Nos medalhões identificam-se à Virgem Maria, Santiago, São Pedro, São Paulo, São João, Carlos I ou Filipe II.

No lado sul deste claustro uma porta lisa serve de acesso à fachada oeste do mosteiro que apresenta uma varanda e ocos com molduras do século XVI. Da fachada oriental do edifício ficam como testemunhas algumas ruínas e muros interiores do restante das dependências estragadas pelo tempo.

O Mosteiro de Santa Maria de Montederramo foi declarado Bem de Interesse Cultural em 1951.

2012 - Ribeira Sacra (Mosteiro de Montederramo) 081

NOTA – O conteúdo do presente post foi obtido através das seguintes publicações:

26
Set25

Ocasionais - Tragédia no mar

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OCASIONAIS

TRAGÉDIA NO MAR

01.- Cópia de IMG_2431

Inspirado numa tela do famoso pintor matosinhense Augusto Gomes,

02.- augusto gomes

(Fonte: - A Matéria do Tempo)

 

o conjunto escultórico «Tragédia no mar», da autoria de José João Brito,

03.- IMG_2432

data de 2005 e evoca aquela que é a maior tragédia marítima de que há registo na costa portuguesa: a ocorrida na noite de 1 para 2 de dezembro de 1947, quando uma grande tempestade faz naufragar ao largo de Leixões diversas embarcações de pesca, provocando a morte de 152 tripulantes e a dor e o desespero em toda a comunidade,

04.- IMG_3179

Incluindo 72 viúvas e 152 órfãos, resultante desta tragédia.

05.- IMG_2436

Está situado na praia de Matosinhos, na areia da praia, junto ao mar. É feito em bronze patinado.

21
Set25

Ribeira Sacra-Ourense - Passeio de catamarã na albufeira de Santo Estevo, no rio Sil

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RIBEIRA SACRA | OURENSE 

PASSEIO DE CATAMARÃ NA ALBUFEIRA DE SANTO ESTEVO, NO RIO SIL

00.- 2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (62)

A albufeira de Santo Estevo está situada no concelho de Nogueira de Ramuín, província de Ourense.

Faz parte integrante da Ribeira Sacra, no canhão do rio Sil.

É uma das maiores obras de engenharia hidráulica da Galiza. Começou a ser construída em 1945. Foi inaugurada em 1956, se bem que a obra apenas se tenha finalizado em 1957. Teve um período de paralisação de dois anos (1948-1950), devido a problemas com a importação de maquinaria.

Embalse-San-Esteban-Galicia

[Fonte:- Embalses de Galicia en la Ruta por la Ribeira Sacra (Arribeirados – Reserva)]

Para a construção da represa escolheram-se pedreiras da zona, por forma a obter-se a pedra necessária para o fabrico do betão.

A represa (ou paredão)tem uma altura de 115,10 metros; conta com uma capacidade aproximada de 213 hm³; uma superfície de bacia de 7. 216 Km²; utilizaram-se 550. 000 mɜ de betão; 150. 000 toneladas de cimento e 10. 000 de aço.

Na sua construção chegaram a trabalhar 3. 650 pessoas, alguns deles presos do regime franquista, que integravam o sistema de Redução de Penas pelo Trabalho, trazidos pela empresa de Dragados de Penais do Estado. Calcula-se que morreram 50 operários, quase todos na construção dos túneis e nas pedreiras para extração da pedra.

Nos anos de construção da albufeira de Santo Estevo, por mais de uma ocasião, sob o anonimato e conivência de alguns trabalhadores, o complexo foi visitado por mais de que um «maqui», como Mario Rodriguez Losada (Mario de Langullo, o «Pinche»), que vivia pela zona e usufruiu dos serviços médicos facultativos da barragem.

Gastaram-se, na sua construção, 9. 000. 000€ (1. 500 milhões de pesetas). Daqui criaram-se as primeiras linhas de transporte de 220. 000 volts: umas, iam para Madrid; outras, para o País Basco.

embalses-de-Galicia-embalse-de-San-Estevan-Encoro-Santo-Estevo

[Fonte:- Embalses de Galicia en la Ruta por la Ribeira Sacra (Arribeirados – Reserva)]

A Barragem de Santo Estevo é composta por:

  • A própria represa ou paredão;
  • Os túneis que levam a água para a central, que possuem comportas que podem ser abertas ou fechadas e suportam uma pressão de 3. 000 toneladas;
  • A central elétrica, bem assim
  • O lago com mais de 40 Km de longitude.

As instalações elétricas desta barragem representam uma das principais apostas do grupo Iberdrola na produção de energia em Espanha.

O complexo é capaz de produzir mais de 1. 000 GWh por ano, satisfazendo as necessidades energéticas de 600. 000 pessoas, o que representa muito mais do dobro da população da província de Ourense.

Deixamos aqui para visualização a

CONSTRUCION DE LA PRESA DE SANTO ESTEVO

[Fonte:- Embalses de Galicia en la Ruta por la Ribeira Sacra (Arribeirados – Reserva)]

E, agora,  contemplemos as incríveis e maravilhosos paisagens, através das imagens que captámos, num passeio que nos foi oferecido pelo nosso amigo Pablo Serrano.

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(Aproximando-nos do porto de Santo Estevo)

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(Perspetiva I do lençol de água)

03.- 2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (85)

(Perspetiva II do lençol de água)

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(Perspetiva III e Reflexos I no lençol de água)

05.- 2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (20)

(Reflexos II no lençol de água)

06.- 2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (32)

(Reflexos III no lençol de água)

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(Viticultura heroica nas escarpas do Sil I)

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(Viticultura heroica nas escarpas do Sil II)

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(Estranhas figuras na rocha - Frade com o seu hábito?)

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(Estranhas figuras na rocha - penitente em oração)

11.- 2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (169)

(Estranhas figuras na rocha - Cabeça de ovelha)

12.- 2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (177)

(Estranhas figuras na rocha - Cabeça de velha ou...?)

13.- 2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (184)

(Estranhas figuras na rocha - à imaginação de cada um)

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(Estranhas figuras na rocha - Um nobre?)

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(Aproximação à represa)

16.- 2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (206)

(À beira rio)

17
Set25

Os afiadores de Ribeira Sacra | Ourense

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OS AFIADORES DE RIBEIRA SACRA | OURENSE

 

Os afiadorees representam as terras da província de Ourense por todo o mundo. Por isso, Ourense e também conhecida como a «terra de chispa».

Os afiadores tinham um «idioma» próprio - o barallete -. Este «idioma» era falado não só por afiadores como também por barquilleros (os que vendiam um tipo de bolacha parecida ao cone dos sorvetes ou gelados, tipo de bolacha, portanto), por capadores, serralheiros, ceifeiros e cordoeiros. Entre estas profissões as pessoas podiam falar entre elas sem que as restantes as entendessem.

2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (214)

(Luíntra, Nogeira de Ramuín - O afiador)

2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (211)

(Luintra, Nogeira de Ramuín - Enquadramento I)

2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (217)

(Luíntra, Nogueira de Ramuín - Enquadramento II)

2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (212)

(Luíntra, Nogueira de Ramuín - Enquadramento III)

2022.- Sil (Catamaran+Luíntra+S.to Estevo) (213)

(Luíntra, Nogueira de Ramuín - Perspetiva)

Esgos (8)

(Esgos - Enquadramento)

Esgos (1)

(Esgos - Perspetiva I)

Esgos (5)

(Esgos - Perspetiva II)

12
Set25

O românico da Ribeira Sacra | Galiza - Igreja de Santo Estevo de Ribas de Miño

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O ROMÂNICO DA RIBEIRA SACRA | GALIZA

IGREJA DE SANTO ESTEVO DE RIBA DE MIÑO

- Saviñao – Lugo –

(3.março.2012)

 

01.- monasterio-de-santo-estevo-de-ribas-de-miño-o-saviñao_img23373n1t0

(Fonte:- Páginas galegas (Fiestas) – Monasterio de Santo Estevo de Ribas de Miño )

Rodeada por um entorno espetacular de vinhedos e bosques milenares, encontramos a Igreja de Santo Estevo de Ribas de Miño.

Situa-se no município de Saviñao, província de Lugo, em pleno coração da Ribeira Sacra.

A monumental Igreja românica de Santo Estevo de Ribas de Miño é um miradouro privilegiado sobre os socalcos de vinha do rio Miño

02.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Ribas do Miño) 035

e sobre a barragem de Belesar.

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Magnífica!

É um dos melhores exemplares, e mais destacado, do românico rural galego.

Pouco se sabe sobre a origem do antigo mosteiro que aqui existia.

Trata-se de uma fundação tardo medieval, todavia, não sabemos sob que regra foi constituída. Existem publicações que afirmam que foi sob a Ordem Beneditina.

Hoje em dia unicamente apenas se conserva a igreja monacal.

Temos conhecimento de alguns documentos, como a doação do ano 976, uma referência do século XII, no qual se fala do restauro de uma igreja visigótica no lugar, e textos do século XIII, no qual se refere já expressamente a abadia de Santo Estevo, regida então pela abadessa Dona Elvira.

Há quem relaciona este lugar também com o denominado Santo Estevo na villa Mazara, dependente de Samos, mas não se pode afirmar com total segurança que exista relação com este mosteiro da província de Lugo.

A decisão da localização desta Igreja dificultou, em grande medida, a sua construção, levada a cabo no século XIII.

Com elevadas pendentes e o costume de orientar as igrejas na direção este-oeste, foi necessário proceder-se a escavações de parte do monte, a este, para colocar a abside,

04.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Ribas do Miño) 014

bem assim como a construção de uma cripta debaixo da fachada principal, a oeste, para ganhar espaço e suportar a parte frontal da igreja.

A arquitetura de Santo Estevo apresenta um bom número de semelhanças com a vizinha Portomarín, ambas muito influenciadas pelo estilo de Compostela.

 Santo Estevo de Ribas de Miño é, positivamente, uma joia do românico de Ribeira Sacra.

É formada por uma só nave, rematada, pelo lado este, por uma abside semicircular, precedida por um amplo presbitério. Está coberta por uma abóbada de canhões, reforçada com dois nervos góticos.

A construção desta Igreja é atribuída à oficina do Mestre Mateo, o mesmo que construiu a Catedral de Santiago de Compostela. Diz-se que boa parte dos que participaram na sua construção aprenderam o ofício trabalhando na obra da Catedral. Na verdade, a forma de sustentar os pilares da igreja é a mesma solução que empregou na cripta da Catedral de Santiago.

A Igreja de Santo Estevo de Ribas de Miño foi declarada Monumento Nacional, em 1931.

Nesta Igreja, destacamos, fundamentalmente, os seguintes elementos:

 

A FACHADA PRINCIPAL - O mini pórtico da Glória

O que mais nos chama a atenção em Santo Estevo é a sua imponente fachada, uma das mais belas e elegantes do românico rural galego.

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A porta de acesso está rodeada por quatro arquivoltas, decoradas, apoiadas em quatro colunas.

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Na mais pequena, encontramos um conjunto de personagens esculpidas que, para muitos, é a representação, em termos resumidos, do Pórtico da Glória da Catedral de Santiago de Compostela. Em Santo Estevo, em lugar de 24 anciãos do Apocalipse, há sete figuras. Cinco são músicos e as outras duas personagens: uma, está pegando no sol (que, no românico, se pode identificar com a figura de Cristo; a outra, pegando na lua, em referência ao mundo terreno ou Virgem Maria.

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Diferentes autores, que falam sobre esta Igreja, veem representado nestes personagens o rei David, com um séquito de quatro músicos, juntamente com Cristo e a Virgem, simbolizados pelo sol e pela lua.

Outros, como Ares Vázquez, identificam a figura central como Santo Estevo, acompanhado por seis diáconos.

As restantes arquivoltas exteriores estão decoradas com motivos de corda, elementos vegetais e «pontas de diamante».

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 Um pormenor.

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Por cima da porta encontramos um friso de arcos cegos, que apoiam mísulas esculpidas com flores.

O tímpano é liso, ainda que muito provavelmente estivesse decorado com pinturas.

Flanqueiam a porta principal portas falsas laterais.

A entrada da igreja encontra-se flanqueada por um anjo e um demónio, em posição de assinar uns escritos que apoiam nos seus joelhos, a que corresponderiam ao Livro da Vida, e no qual estão apontadas as ações de cada pessoa ao longo da sua vida. Trata-se de uma clara alusão ao Juízo Final, em que se contrapõem o bem face ao mal. Também podemos ver duas estranhas aves com cara felina, possivelmente harpias, em representação das paixões baixas e dos remorsos gerados pelo pecado e a satisfação dos vícios.

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A FACHADA SUL E NORTE

Na fachada sul encontramos uma segunda porta. É formada por apenas uma arquivolta. Seus capitéis têm temas vegetais.

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Veja-se a aparência da fachada norte.

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A ABSIDE OU CABECEIRA DA IGREJA

Para a construção da cabeceira da Igreja foi necessário escavar parte da encosta onde se construiu o templo, como já se disse.

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Apresenta dois grandes arcos, acrescentados no século XVIII, a modos de arcos votantes. A sua finalidade foi suster o muro, rente à abside, e prevenir, assim, um possível movimento de terras, tal como aconteceu na época de oitocentos.

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O campanário, de dois olhos, está sobre um muro da rocha escavada no monte.

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(Perspetiva I)

16.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Ribas do Miño) 031

(Perspetiva II)

 

A ROSETA

Destaca-se também a roseta na fachada frontal, de quatro metros de diâmetro e já com tendência gótica, realizada completamente em granito.

17.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Ribas do Miño) 017

O seu desenho é formado a partir de um círculo central, à volta do qual dispõem-se doze pétalas. Trata-se de uma das rosetas de maior tamanho de toda a Galiza. A sua função é de iluminar o templo,

18.- IMG-20201018-WA0041-768x1024

(Fonte:-  Aida Menéndez - Camino de inverno y Ribeira Sacra, dos valoes en alza)

conseguindo um ambiente místico com a luz de cores, procedente dos vitrais, iluminando a zona do altar.

Infelizmente, a localização desta roseta não deixa contemplar, em perspetiva, este grande trabalho escultório.

 

O INTERIOR DA IGREJA

Ainda que de aparência simples, sóbria, o interior da Igreja de Santo Estevo é um exemplo perfeito do equilíbrio românico. Os capitéis estão adornados com motivos vegetais e criaturas fantásticas que se podem observar ao detalhe, criando um ambiente único para os visitantes. A simplicidade e a harmonia das suas linhas arquitetónicas transmitem uma sensação de recolhimento e espiritualidade.

Ao entrarmos no interior da igreja o que mais nos chama a atenção é a figura românica que se encontra na abside e que representa a Virgem com o menino em seus braços.

19.- Santo Estevo de Ribas de Miño-13

(Imagem adaptada da foto de «SANTO ESTEVO DE RIBAS DE MIÑO» )

Faz parte de uma epifania que se encontrou após a recuperação de várias peças que foram descobertas aquando do restauro da igreja. Completa a composição as imagens dos Reis Magos entregando ao Menino as suas prendas.

Importantes elementos do interior da igreja são também a pia batismal românica

20.-

(Imagem adaptada da foto de «SANTO ESTEVO DE RIBAS DE MIÑO» )

e as escadas interiores em caracol que permitem subir até à altura da grande roseta da fachada principal.

 

A(S) LENDA(S)

Como muitos outros lugares da Ribeira Sacra, Santo Estevo está rodeada de lendas.  

Uma delas conta com os monges que habitavam este lugar eram conhecidos por produzirem um vinho de excecional qualidade, atraindo importantes personalidades ao longo dos séculos.

De facto, a conexão entre o mosteiro e a viticultura é uma das grandes curiosidades da zona.

Outra lenda local diz que as vistas desde Santo Estêvão são tão impressionantes que, aqueles que as contemplam, recebem uma sensação de paz e proteção espiritual. O facto do lugar se encontrar numa elevação tão destacada reforça a crença, já que permite ver a paisagem da Ribeira Sacra em todo o seu esplendor.

Conta-se ainda a lenda que a força dos raios solares, ao refletir nos vidros, fazia com que as mulheres e os animais da zona abortassem. Para evitar tal facto, diz-se que os vizinhos de Santo Estevo atiravam pedras contra os vitrais, para os partir, impedindo, desta forma, que a roseta refletisse os raios solares.

Para quem queira conhecer um pouco mais sobre esta Igreja, recomendamos a leitura do texto «SANTO ESTEVO DE RIBAS DE MIÑO»  (Texto: BGA - Planos: MMPG).

Finalmente, deixamos à visualização dos nossos(as) leitores(as) a Igreja de Santo Estevo de Ribas de Miño - «Mosteiro de San Estevo de Ribas de Miño»,  apresentado por Peragalloos.es (Matterport).

 

10
Set25

O românico na Ribeira Sacra | Galiza - Igreja de Santo Estevo de Atán | Pantón-Lugo

nona

O ROMÂNICO NA RIBEIRA SACRA | GALIZA

- IGREJA DE SANTO ESTEVO DE ATÁN | PANTÓN-LUGO –

(13.março.2012)

01.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 035

A Igreja de Santro Estevo de Atán situa-se ma margem esquerda da ribeira do Minho, nas proximidades da albufeira de Os Peares.

02.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 038

As terras de Pantón são de grande tradição vinícola. As sua ribeiras dedicam-se quase exclusivamente à vinha,

03.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 045

possuindo mais de 150 adegas.

04.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 047

Segundo documentos do século XVI, os bispos de Lugo possuíam neste concello de Pantón um couto com várias adegas. As mais importantes eram da chamada Casa de Albarde.

05.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 037

(Em março, cuidando da vinha)

A Igreja de Santo Estevo de Atán é um destacado exemplar do românico da Ribeira Sacra.

Pese embora falar-se de um mosteiro localizado aqui, mais antigo, da época sueva, fundado pelo bispo de Lugo Odoario, em 747, o certo é que não se tem provas que seja anterior aos começos do século XIII. [Outra versão diz que no século IX, Afonso II, das Astúrias, restaurou-o e deu-o ao bispo Froilán. E, ainda num documento considerado falso, com data de 871, diz Afonso III menciona as possessões da Igreja de Lugo e, entre elas, o mosteiro de Santo Estevo de Atán].

A Igreja atual, românico tardia,

06.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 027

de transição para o gótico, é datada dos séculos XII e XIII.

07.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 011

(Pormenor no topo da fachada principal)

É de nave retangular, de duas águas, coberta com madeira. Sua abóbada é de berço ou canhão.

08.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 012

(Perspetiva lateral)

09.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 015

(Perspetiva do lado este)

Conta com uma torre campanário,

10.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 013

de planta quadrada, anexada à fachada, objeto de muitas modificações ao longo do tempo/séculos.

Nela se utilizaram diferentes restos considerados pré-românicos, como estas duas gelosias ou treliças pétreas,

11.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 020

(Elemento I)

integradas no conjunto da construção.

12.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 021

(Elemento II)

E, fundamentalmente, destacam-se as suas duas portas ou fachadas. De grande beleza.

A principal,

13.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 005

virada a oeste, com três arcos apontados e três arquivoltas, com três pares de colunas de cada lado do tímpano, liso.

14.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 006

Os seus elementos decorativos estão relacionados com a atração do célebre Mestre Mateo, arquiteto e escultor, artífice do Pórtico da Glória da Catedral de Santiago de Compostela.

Repare-se no capitel do lado esquerdo,

15.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 008

e atenhamo-nos ao da direita, dedicado a Adão e Eva,

16.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 009

bem assim na base das três colunas do lado direito.

17.- 2012 - Ribeira Sacra (Igreja de S.to Estêvão de Atán) 010

A outra portada, mais pequena, de acesso lateral, do lado norte,

18.- 062884-1000x749.jpeg

(Fonte:-  Santo Estevo de Atán: Tesoro medieval en Ribeira Sacra)

tem apenas um arco apontado e uma arquivolta, que descansa sobre uma coluna. Em cada uma das fachadas existem linhas ornamentais semelhantes. Verdadeiramente, ornamentação original.

Por se encontrar fechada esta Igreja, não tivemos oportunidade de nela entrar e apreciar as suas pinturas murais, que datam dos séculos XV e XVI, com imagens/cenas como a Anunciação, à esquerda do presbitério, ou do lado do patrono, Santo Estevo e, no lado direito, uma cena em que o mesmo Santo Estevo está sendo apedrejado. Noutras imagens dos murais podemos reconhecer a Virgem Maria ou Santa Luzia.

Para finalizar, aqui fica uma visita guiada, muito rápida, desta IGREJA DE SANTO ESTEVO DE ATÁN.

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